Internship (2012)

Quando as máquinas surgiram impulsionando a revolução industrial, surgiu o medo que tomassem o lugar do homem. A imagem do desemprego generalizado tornou-se um pesadelo e iniciou uma época de previsões escatológicas. Felizmente as previsões pessimistas não se conformaram e os trabalhadores migraram de atividades essencialmente manuais para atividades mais produtivas, como a gestão e manutenção das máquinas. O mesmo aconteceu com a revolução digital dos anos 80, aposentando a máquina de escrever e cálculos manuais. E novamente o ciclo se repete com a revolução da internet e da mídia social.

Internship, mais uma das comédias da dupla Vince Vaugh e Owen Wilson, explora esta temática. Qual o papel de homens que ganhavam a vida vendendo produtos pessoalmente em um mundo em que se encontra o que deseja com uma conexão de internet? Como integrar uma geração que tem a experiência do contato humano autêntico com uma geração criada neste mundo digital?

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Billy e Nick são dois vendedores de relógio após perder o emprego acabam em um programa de seleção da Google, nos moldes de um reality show. Formam um grupo com garotos que foram deixados de lado na formação das equipes, os "geeks" como são conhecidos nos Estados Unidos. Devem enfrentar as tarefas, competindo com as outras equipes, buscando o senho de serem selecionados para um emprego permanente na empresa.

O filme em si é bastante esteriotipado, com situações exploradas à exaustão em filmes que exploram esses tipos de competições entre grupos escolares. Assim como a inserção de uma geração anterior no meio de gerações posteriores dando lições de vida baseados na experiência real. Apesar de tudo isso, o filme diverte pois trata com bastante simpatia e sem apelação as diversas situações. Consegue ainda despertar para alienação que o mundo digital pode provocar.

Para aqueles que desejam uma diversão leve, sem muita profundidade e sem muitas espectativas, podem assistir sem receio. Uma pena que algumas boas aberturas tenham sido disperdiçadas, além de um romance totalmente dispensável de Nick e um vilão caricaturesco ao extremo. Vale sobretudo pela simpatia das situações e por boas piadas, como a sacada genial para um aplicativo em uma das tarefas.

Recomendo para um público sem muita espectativa e que só quer se divertir.


u© MARCOS JUNIOR 2013