Whitesnake - Discografia

26001


1978 Snakebite – Na verdade metade do disco era de gravações dos discos solos de David Coverdale. O lado B trazia as primeiras canções da banda, destacando-se Come On, que abria os shows nos primeiros anos e a maravilhosa Ain’t No Love in the Heart of City. A formação inicial contava com Mick Moody e Bernie Marsden nas guitarras, Neil Murray no baixo e Duck Dowle na bateria. Nota 7

1978 Trouble – Este na verdade é o primeiro álbum da banda, e um dos melhores. John Lord assumia os teclados e o trabalho começa a ganhar mais consistência. Marsden e Moody estão afiadíssimos e Neil Murray no baixo mostrava seu talento. Não tenho como negar, sou fã desta primeira fase da banda e o som que faziam estava ligado com Murray. É difícil eu realmente gostar de um disco do Whitesnake com outro baixista. Tem Take Me With You, um rock de primeira com variações e riffs bem inspirados, Lie Down, a melhor do disco, Love To Keep You Warm, Trouble __ o que seria da banda sem blues ! __ e um incrível cover de Day Tripper. Nota 9.

1979 Love Hunter – Mantendo a formação e a linha este álbum é só um pouquinho infeiror ao anterior. Abre com um bom cartão de apresentações: Long Way from Home e segue com um dos pesos pesados: Walking in the Shadow of the Blues. E termina com a magistral, mas curta, We Wish You Well. Nota 8.

1980 Ready an’ Willing – Ian Paice entrava na banda no lugar de Duck Dowle praticamente ao mesmo tempo em que a banda iniciava a gravação de seu quarto álbum. Um disco indispensável pois contém Fool for Your Loving, Coverdale acertou em cheio na letra, grandes rocks como Sweet Talker, uma série de baladas com destaque para a regravação de Blind Man e a genial Ain’t Gonna Cry No More. No fim do álbum já aparece duas canções dispensáveis, mostrando que a banda estava começando a soar repetitiva. Nota 8,5.

1981 Come and Get it – Meu favorito. Desde a abertura com a música título do álbum até os últimos acordes de Till the Day I Die o disco inteiro é perfeito. Tem rock com energia como Hot Stuff, tem blues triste como a maravilhosa Lonely Day’s, Lonely Nights, e grandes músicas como Don’t Break my Heart Again e Child of Babylon’. Nota 9,5.

1982 Saints and Sinners – A primeira investida de Coverdale sobre o público americano. Seu estilo vocal começa a mudar, assumindo um tom mais agudo como era comum nas bandas da época nos States. É um bom álbum apesar de nunca ter me cativado muito. Mel Galley , ex-Trapeze, entrava no lugar de Marsden em algum lugar no meio das gavações e o disco acabou creditado com os três guitarristas. Vale sobretudo por Crying In The Rain e a melhor balada da banda: Here I go again. Nota 8.

1984 Slide It In – Começa de verdade o troca a troca na banda. Entram Colin Dodkinson no baixo e Cozy Powell na bateria. Definitivamente Coverdale está de olho no mercado americano e o disco apresenta esta tendência. Mas o resultado final é excelente. O último grande disco da banda. Tudo funciona bem, com clássicos como Love ain’t no Stranger e Guilty of Love. O baixo de Murray já faz um pouco de falta e Lord está bem contido mas nada que prejudique este álbum. Nota 9

1987 Whitesnake – Curiosamente este foi o grande sucesso do Whitesnake e o disco que menos gosto. A banda entrou na moda das roupas e cabelos coloridos e vocais agudos. Era a MTV chegando! Raramente escuto. John Sykes entrava em substituição a Moody e Galley. Neil Murray voltava ao baixo e Aynesley Dunbar a bateria. Tinha uma série de hits como Is This Love e Still of The Night e regravaram Here I go Again e Crying in the Rain que Sykes fazia seu show ao vivo. Gosto de Give Me All Your Love mas para mim este disco parece Led Zeppelin mal copiado. Nota 5.

1989 Slip of The Tongue – Agora definitivamente já não era mais banda. Coverdale trocou tudo, assumindo Steve Vai a guitarra, Rudy Sarzo o baixo e Tommy Aldrige a bateria. Um pouco melhor que o anterior mas ainda no mesmo estilo. Pelo menos tem Sailing Ships. E uma equivocada regravação de Fool For Your Loving. Nota 6.

1997 – Restless Heart – Adrian Vandemberg na guitarra, Guy Pratt no baixo e Denny Carmassi gravaram com Coverdale este álbum que trazia algumas boas canções como Don’t Fade Away, a música título e To Many Tears. Pena que o o disco inteiro não seja assim, mas ficou bem melhor que os anteriores. Nota 7.


u© MARCOS JUNIOR 2013